Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Sem setembro

Planodefundo
Babel bem
Sonho comum
Sono consul
Hi, baby
Vitrine viva
Cifras, refrões
Ai, baby
Aeroplane
Ponto, partida
by, baby!
Porta, pedra
Hi? kai?
Santo profuuundiii!!!
Baaaaabyyy

Boom!

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Poetry mon amour

Poeta
Melo Osso

Poe
para lisia
nosotros

Põe água
in chama
The
P o e s i a

Para Poeta
In sosso

A
P
E
N
A
S
Al
Grosso

Domingo, 5 de Julho de 2009

outsider

Além do bem e do mal

Parafusos da perfeição

Capek Asimov Devol

Con fusão


Círculos elétricos

Controle robótico

Encontros perplexos

Visor semiótico


out

aut

auto

automação

versos a Rimbaud

A vida é pleno amor
E o amor, meu caro,
Precisa sempre ser reinventado.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Cronicamente inviável

Folk
Foco

Deus e o diabo
Na terra do sol

Folk
Funk

Quanto vale
Ou é por quilo?

Folk
Fuck

Terra em transe

vi vendo

Es
cre
vivendo

escrevi
vendo

e
screviven
do

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

vestiu-se de sereia
e depois de ir
ao seu ponto mais alto
deixou ser dourada.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Concurso público

Era uma rabeca no sonho do caboclo
Que tecia o som já oco da sua fome em ventania.
Foi para a capital, fez universidade etc e tal.
Mas nunca sonhou em ser militar.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Sede

Estende as mãos finas
Para a seca sã pátria
Que mirando-o
Tenta erguer-lo
De suas patas calejadas.

Já não existem seios
Nem adorna-lhe o dorso.
Pois o sol que com tudo some
Faz com que da carne humana
Não reste mais nada.

As mãos visam a barra
Os pés esfriam a torre.
A neve beija o mar
E o sol grita de longe:
Não fale mal do osso
Desse homem pois a vida
Ainda ecoa pela fala.

Sanhauá

Bebedouro do mangue
Ponta da minha asa
Ecoa o canto crioulo
Pelos ventos da minha casa

Sábado, 2 de Maio de 2009

No chá das três

Um verso eletromagnético
Da cinemateca literária
Mira o olho elícito
Que explode para subver o nu.

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Rastro ontológico

Entre Lorcas e loucuras
Há uma rosa no alto jardim que tu desejas.

Mas o ser que nem só desejo é
Se enxuga com as folhagens
Recria suas próprias miragens
E deita no sonho da vida que arquiteta.


No arco quieto mira os astros
Enquanto a luz não chega
Em seu infinito quarto.

Elucubratório

Sou zambê
Quando escrevo.
Lapido a palavra
Com o solfejo
Desperto.

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Não existe culpa

E assim nasceu o amor:

Ao perceber

que
tudo
foi

Apenas uma escolha

Da escuta
E do corredor

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

hoje em dia

Com o rosnar da pétala
E o ranger do tempo
A maturação gera espelho.