Explosão de linhagens

Eunice Boreau

,

Art: Ricardo Biancarelli

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

previsão do tempo

Outros seres

haverão de surgir

do modo gritante como

a luxuriante publicidade.


Outras coisas

Haverão de surgir em ardores

que alimente os tormentos e nos sacralize.

E sem fases de efeitos que nos lembre

o sabor esquizofrênico dos nossos tempos

No meio de si, mas aquém, há de surgir

um outro

que se deixe

apenas ir.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

metrônomo

Primeiramente
Elas/Eles/
Eles/Elas
Além dos conjuntos
Aquém do bem e do mal
Cantam complexos distintos
A velha ordem dos famintos
Na retaguarda universal

Mutabilidade
Com paciência
Foguetes atômicos
E explosões celulares
Apenas porque os núcleos
são seus filhos milenares

Re produção
Colinificação
vitórias e pesares

A vida é uma questão
Dos segundos

domingo, 9 de agosto de 2009

vida já

Por um momento
Meu presente foi passado,
Mas bastou apenas um passo
Pra que no ato eu desse um salto
e transformasse o futuro em um fato.

domingo, 26 de julho de 2009

Condicional

O verso livre
pode ser apenas
o olhar de um
poeta preso.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

perfil

Não falo das coisas certas
E falo que não existe
Falo também do que vive
E do que a ciência insiste
Dos meus versos ecoam
a macrobiótica
a semiótica
e a robótica
o resto e o riste.

domingo, 19 de julho de 2009

bendito autofrankenstein

Faça a mistura certa
A hora é agora
Pois já foi aberta
A caixa de Pandora

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sem setembro

^
^
^
^
^
^
^
^
^

Vitrine viva
Hi, baby!
By, baby!

Mega babel
Plano raro
Sonho comum
Sono caro
Sonho nenhum.



Ponto partida

Ai baby
I´m Aeroplane
^
^
^
^
^
^
^
^
^
by by baby
Porta ponte
Hi kai maybe

^
^
^
^
^
^
^
^
^
Santo profuuundiii!!!
pavio peito porte
Baby, até a sorte!


^
^
^
^
^
^
^
^
^
Boom!

domingo, 5 de julho de 2009

aquecido

Estende as mãos finas
Para a seca sã pátria
Que mirando-o
Tenta erguer-lo
De suas patas calejadas.

Passa fundo
Gira o mundo.
A gente muda o mapa
A gente gera a palavra
Mas nada adorna o dorso.

Passa tudo
Muda o mundo
As mãos visam a barra
Os pés esfriam a torre.
O sol com tudo some
E faz com que da carne
Não reste mais nada.

A neve beija o mar
E o sol grita insone:
Não falem mal
do osso desse homem
pois dentro do infinito
a vida ecoa pela fala.

versos a Rimbaud

A vida é pleno amor
E o amor, meu caro,
Precisa sempre ser reinventado.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cronicamente inviável

Folk
Foco

Deus e o diabo
Na terra do sol

Folk
Funk

Quanto vale
Ou é por quilo?

Folk
Fuck

Terra em transe

vi vendo

Es
cre
vivendo

escrevi
vendo

e
screviven
do

segunda-feira, 8 de junho de 2009

vestiu-se de sereia
e depois de ir
ao seu ponto mais alto
deixou ser dourada.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

outsider


Além do bem e do mal

Parafusos da perfeição

Capek Asimov Devol

Con fusão


Círculos elétricos

Controle robótico

Encontros perplexos

Visor semiótico


out

auto

automação

Sanhauá

Bebedouro do mangue
Ponta da minha asa
Ecoa o canto crioulo
Pelos ventos da minha casa

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Rastro ontológico

Entre Lorcas e loucuras
Há uma rosa no alto jardim que tu desejas.

Mas o ser que nem só desejo é
Se enxuga com as folhagens
Recria suas próprias miragens
E deita no sonho da vida que arquiteta.


No arco quieto mira os astros
Enquanto a luz não chega
Em seu infinito quarto.